terça-feira, 7 de julho de 2009

A primeira vez...

A primeira audiência, a gente nunca esquece. Como toda primeira vez, creio eu. Mas essa, definitivamente, é das coisas que eu preferia esquecer.

Na verdade, nem contaria como uma verdadeira audiência, pois a presença de advogado, no caso da cliente que representei, era totalmente desnecessária. Tanto que isso se fez provar quando o juiz simplesmente ficou batendo papo com a cliente e ignorou que eu existia. Apenas lembrou de me perguntar se queria apresentar defesa, e quando disse que sim e pedi prazo para defesa escrita, ele simplesmente disse que eu teria "20 minutos para defesa oral, se quisesse".

Acho que todo o desespero e a ansiedade que não tive na apresentação da monografia, passei para a primeira audiência. Não lembro de nenhuma outra oportunidade na minha vida em que senti minhas mãos tremerem a ponto de eu ter que segurar uma caneta com as duas, para tentar disfarçar.

Aliado a tudo isso, um juiz jovem e prepotente para me ajudar a ficar ainda mais ansiosa. Sensação de impotência diante da cliente, a ponto de ela mesma, no final, me pedir desculpas por algum incoveniente que tenha causado, tamanha era a minha ansiedade.

Enfim, foi a primeira de muitas (assim espero). Se essa ansiedade não passar por bem, vai passar por mal...

E quanto ao processo, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e a ação da cliente está segura. Obviamente, não por mérito meu...

Gostaria que todas as audiências fossem escritas, apenas... Life's so unfair!

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