sábado, 24 de outubro de 2009

Ciclos

Para muitos, o orkut não passa de um lugar onde as pessoas expõe sua intimidade gratuitamente, alguns apenas pra chamar a atenção, outros pra dividir momentos com aqueles amigos que encontram ali.

Eu ultimamente tenho considerado o orkut, de fato, um lugar pra dividir momentos com as pessoas. E baseado no que vi nos últimos dias, concluí que chegamos (ou eu chego) ao fim de mais um ciclo.

Meu ciclo pessoal, eu creio, teve um fim no início desse ano, com a formatura, a mudança de cidade, muitos relacionamentos fortalecidos e outros enfraquecidos. Vivo um novo ciclo, no qual definitivamente muitas coisas ainda não estão acertadas.

Mas voltando ao orkut, observando as atualizações de fotos dos meus amigos, vi várias coisas que me animaram. Colegas do colégio desde a infância que casaram, outras que estão se formando, vizinhos encerrando fases da vida, pessoas que conviveram comigo de forma próxima e que já são pais e mães... Na forma romântica como eu adoro observar a vida ao meu redor, fiquei pessoalmente feliz com cada um desses ciclos que eu vi encerrando e iniciando outra vez.

Todas essas mudanças, esses acontecimentos pessoais, me dão a certeza de que nada na vida é definitivo, tudo pode ser melhorado, alterado e finalizado. Visão essa que eu nunca soube ter até vir pra cá, sair de baixo das asas dos meus pais. Pra tudo existe um recomeço, novos ciclos, novas fases, e isso sem que se precise esquecer da pessoa que você sempre foi, e das pessoas que sempre estiveram lá por você.

Apesar das angústias diárias que eu sinto, sempre concluo, ao final de um ciclo (seja meu ou dos outros), que afinal, a vida vale mesmo a pena ser vivida. Do jeito que eu sou, do jeito que sempre fui e que espero nunca deixar de ser. Ingênua, sonhadora, esperançosa, desconfiada, confiante, e afinal, sempre fazendo de tudo pelo melhor.

Agora, vou deixar os sonhos de lado pra viver minha realidade e cuidar da minha bela e simples moradia!

domingo, 20 de setembro de 2009

Update

Changes, changes, changes... Pra melhor!
Depois de várias reviravoltas, de conhecer pessoas com um papel chave, apostar alto em algo totalmente fora da minha área apenas pra sair do marasmo de um lugar inútil... Enfim acho que posso respirar. Enfim, estou feliz em Porto Alegre!
Troquei o certo pelo duvidoso, mas ganhei de prêmio elogios de onde menos esperava, um impulso e tanto pra carreira e pra vida.
Maior prova de que tudo na vida é questão de saber esperar. Mais um aprendizado pra quando vier a próxima crise (e ela um dia virá, eu sei!).
Resumindo, estou em novo emprego, com novo fôlego, novos desafios e ânimo novo! E agora, curtindo cada dia mais minha nova vida. Já não era sem tempo!
Aguardem cenas dos próximos capítulos....

domingo, 2 de agosto de 2009

A gripe

Aproveito a postagem no blog de um amigo pra expressar a minha opinião sobre essa tal de gripe suína (que de suína não tem nada, já que não ouvi falar de porco nenhum morrendo disso).

Me desculpem a franqueza ou mesmo a intolerância, mas o ser humano não tem limites de estupidez e ignorância. A preguiça de saber é impressionante!

As pessoas andam nas ruas de máscaras. Não aquelas infectadas, pra protegerem os outros do contágio. Mas as ridículas que pensam que ao ar livre vão adquirir um vírus que não voa, que só sobrevive em superfícies de objetos. Essas são as mesmas que não têm o hábito de lavar as mãos. Álcool em gel é tão mais fácil...

Afinal, por que adotar hábitos saudáveis de higiene, quando se pode fazer papel de palhaço na rua e ficar uma semana em casa sem trabalhar por qualquer tosse seca ou nariz congestionado?

Agora, aulas são adiadas, audiências judiciais transferidas, o mundo pára porque as pessoas são ignorantes o suficiente pra não cuidarem da própria saúde e das pessoas à sua volta. Não me interpretem mal. Pra mim, não adianta o mundo parar por causa da gripe. O que deve ser feito é educar as pessoas, e não incentivarem a ficar em suas casas, com medo de uma doença que não conhecem direito. Se lavassem as mãos com mais freqüência, deixassem arejar o ambiente em que estão, lavassem os objetos que tocam, PROCURASSEM UM MÉDICO AO PRIMEIRO SINTOMA CONCRETO, ao invés de achar que é "só um resfriado qualquer", muitos atrasos e muitas mortes poderiam ser evitadas.

Me desculpem, mas só vou sair na rua de máscara se eu estiver com a gripe, e só se for indispensável que eu saia de casa...

23 and more...

Agora não tem jeito, são 23 anos no lombo... Número feio esse... 22 é bem mais bonito, e parece tão mais novo do que 23... Mas o que assusta mesmo é saber que logo vem 24, 25, 27, 30, e nunca mais volta. Por isso aproveito essa época de aniversário pra refletir sobre as coisas que dou prioridade na minha vida. E penso em formas de mudar o foco naquilo que está errado.

Dramática eu sempre fui. Sempre tive aquele pensamento subconsciente de que a minha situação atual era o que valia pra minha vida. Sempre odiei mudanças. Comodismo talvez seja um dos meus maiores defeitos.

Mas dessa vez, ou me acostumo com mudanças e paro de temê-las, ou o mundo passa em cima de mim como um rolo compressor. Está tudo nas minhas mãos... É só querer!

Agora, com as baterias devidamente recarregadas pela presença das pessoas mais importantes da minha vida, está na hora de levantar a cabeça!

E "vamo que vamo"!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Meu primo ontem: "tu é o orgulho da família!"

Pra mim, um dos piores títulos... Preferia ser a mais despreocupada da família. Me pouparia muito sofrimento. Mas muito mesmo. Sofrimento inútil que na maioria das vezes está só na minha cabeça, consequencia da minha reação exagerada a tudo o que me acontece.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A primeira vez...

A primeira audiência, a gente nunca esquece. Como toda primeira vez, creio eu. Mas essa, definitivamente, é das coisas que eu preferia esquecer.

Na verdade, nem contaria como uma verdadeira audiência, pois a presença de advogado, no caso da cliente que representei, era totalmente desnecessária. Tanto que isso se fez provar quando o juiz simplesmente ficou batendo papo com a cliente e ignorou que eu existia. Apenas lembrou de me perguntar se queria apresentar defesa, e quando disse que sim e pedi prazo para defesa escrita, ele simplesmente disse que eu teria "20 minutos para defesa oral, se quisesse".

Acho que todo o desespero e a ansiedade que não tive na apresentação da monografia, passei para a primeira audiência. Não lembro de nenhuma outra oportunidade na minha vida em que senti minhas mãos tremerem a ponto de eu ter que segurar uma caneta com as duas, para tentar disfarçar.

Aliado a tudo isso, um juiz jovem e prepotente para me ajudar a ficar ainda mais ansiosa. Sensação de impotência diante da cliente, a ponto de ela mesma, no final, me pedir desculpas por algum incoveniente que tenha causado, tamanha era a minha ansiedade.

Enfim, foi a primeira de muitas (assim espero). Se essa ansiedade não passar por bem, vai passar por mal...

E quanto ao processo, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e a ação da cliente está segura. Obviamente, não por mérito meu...

Gostaria que todas as audiências fossem escritas, apenas... Life's so unfair!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Some thoughts...

Quando eu era mais nova, e definitivamente não tinha nenhuma outra preocupação na cabeça, eu costumava me imaginar diferente. Pra justificar a minha ansiedade, as minhas angústias infundadas, eu pintava uma realidade na qual eu era a mocinha de algum romance ou drama no qual passaria pelas mais diversas adversidades, mas sempre demonstrava sua força e vencia a tudo e a todos.

Com o tempo, sabe-se lá o porquê, eu fui me destacando em algumas coisas que eu fazia. Na faculdade, pode-se dizer que eu era não das mais inteligentes, mas era perspicaz. Isso me trouxe vários benefícios, entre eles os estágios que arrumei e dos quais me orgulho tanto.

Pelo fato de eu ter tido a oportunidade que a maioria dos meus colegas não tiveram, muitas pessoas me colocavam num pedestal que eu sabia que não me servia, mas que acabei me acostumando. "Tu és inteligente, batalhadora, sabes um monte de coisas, tu vais chegar longe, acredito no teu futuro brilhante." Eu não queria ouvir esse tipo de coisas. Simplesmente queria ser mais esforçada, pra realmente fazer por merecer tudo aquilo que parecia que me vinha tão fácil.

O tempo passou, a faculdade estava acabando e meus sentimentos me trouxeram até aqui, nesta cidade. Criei sonhos que eu só poderia realizar aqui, e não conseguia me imaginar fazendo outra coisa. Logo, larguei tudo, todo o conforto que eu tinha lá e que de certa forma me acomodava muito, e vim correr atrás da máquina. E as coisas que eu vivo aqui, em especial profissionalmente, eu só imaginava, mas bem de longe. Procurava não me preocupar até que isso tudo realmente acontecesse.

Eu sei, são poucos meses, tudo é novo, a mentalidade do lugar é bem diferente da qual eu estava acostumada, mas a verdade é que eu me sinto fraca, muito fraca. E cada vez que eu penso que pode estar melhorando, mais uma vez vem uma mão e me puxa pra bem longe da superfície. Isso só me mostra que eu apenas achava que era forte. E que eu tenho muitas, mas muitas coisas pra entender e aprender até que as peças se encaixem e eu possa finalmente vivenciar o sonho que eu criei pra mim aqui.

Agora, eu sou exatamente como aquela personagem que eu criava pra mim mesma. Mas não vejo a menor graça em sofrer, me decepcionar, ficar doente, chorar, sentir saudade, ter pesadelos e muitas vezes não ter quem abraçar quando isso acontece. Espero que o resultado final disso - ficar mais forte - chegue antes que eu desista desses sonhos desenhados pra voltar para aquela vida tranqüila, segura e acomodada que eu sempre tive, e da qual eu sinto tanta falta hoje! Ir atrás dos sonhos dói bem mais do que essa menininha mimada aqui pintava na sua imaginação. Just hope it really worth.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Frustrada...

É assim que eu me sinto ultimamente. Até pensei que fosse TPM, mas não tá na época...

Sabe, eu realmente pensei que as coisas seriam difíceis por aqui, e tudo o mais, mas tem certas coisas que eu não esperava, MESMO. Tipo, que prestes a receber a minha carteira da OAB eu tivesse que me sujeitar a fazer (ou deixar de fazer) algumas coisas... E saber que, mesmo depois que vier a carteira, não vou nem poder assinar as petições que eu fizer. Só vou servir pra tapar furo de audiência, qundo a chefe não tiver tempo ou vontade de fazer. Me sinto menos, profissionalmente, do que eu era quando trabalhava de estagiaria no gabinete, fazendo minutas de sentença. Só faço petições de juntada, corro atrás dos esquecimentos da minha chefe, tento ajudar mas ela muitas vezes não me dá abertura pra tanto. E quando eu finalmente fiz uma petição inicial de algo na minha área, pesquisei, fui atrás, embasei, e foi deferido o meu pedido porque o juiz acolheu tudo o que eu aleguei, ainda tive que dividir os méritos com a chefe...

É proibido usar orkut no escritório, mesmo no horário de almoço, mas tem gente que usa mesmo assim (não eu, sou certinha - ou idiota - demais pra isso). É proibido vender produtos dentro do ambiente do escritório, e sempre tem gente vendendo. É proibido usar o carro do escritório pra outras atividades que não as do serviço, e hoje ainda algumas criaturas foram no shopping, com o carro da empresa, só pra comer no Mc Donalds... E a minha chefe não quer nem que eu use o carro do escritório pra irmos nas audiências (eu tenho habilitação e ela não sabe dirigir)! Prefere que a gente vá a pé, caminhe dez quadras com sapatos de salto apertados, tenha que sair uma hora antes pra chegar a tempo no lugar, gastar 50, 100 reais de táxi...

Meu Deus, é muito frustrante!!!!

Eu sei que minha situação aqui com o chefão é delicada, que eu quase fui demitida, que estou aqui por piedade da minha chefe, e deveria estar agradecida por isso. Mas não sinto da parte dela confiança no meu trabalho, na minha pessoa... Ao mesmo tempo, não recebo críticas, não sei se está bom ou não está... São quatro meses de quase total atraso profissional. Talvez tivesse sido melhor não ficar aqui, assim eu me obrigaria a procurar algum outro lugar.

Vou tentar tirar algo de bom disso tudo... Prometo! Mas não hoje...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Esses juízes...

Só para perceberem o tamanho da minha indignação, vou tentar resumir o que aconteceu hoje...

Assisti duas audiências, uma de um processo trabalhista, e outra de um processo na vara de família. Na primeira, o horário para começar estava marcado para dez horas da manhã. Cheguei lá com a minha chefe às 9 e 15, pois era um caso complicado e precisávamos conversar com as testemunhas. As audiências com aquele juiz deveriam ter começado às 9 horas, mas ele ainda não tinha chegado. E todas estavam marcadas para acontecerem de 10 em 10 minutos. Aí, aproveitamos pra assistir as audiências que aconteciam antes da nossa, sendo que em cada uma delas, o juiz demorou mais ou menos meia hora pra encerrar, pois ele chamava as partes pra uma "salinha" pra pressionar um acordo, e tinha pessoas que não estavam interessadas. E entre uma audiência e outra, ele saía pra tal salinha reservada, sozinho, e ficava vários minutos lá dentro, enquanto todos estavam prontos, com cara de tacho, só esperando o "bonito" pra audiência começar. E nós acompanhando, e o tempo passando... Resultado: a audiência começou às 12:15 e terminou às 13:15 (estava marcada pra acontecer em 10 minutos). Porque diabos um juiz do trabalho, inteligente (pressuponho isso, pois passar num concurso pra juiz não é nada fácil) e estudado, faz esse tipo de coisa?

Já na segunda audiência, o caso era de um rapaz que tinha feito um acordo judicial com a ex-mulher pra poder visitar o filhinho, que ficou sob a guarda dela, mas quando ele chegava pra buscar, ela nunca o deixava levar a criança. Nós estávamos representando esse rapaz, que entrou com uma nova ação pra regularizar as visitas ao filho. Quando começou a audiência, o juiz não deixou ninguém respirar, sequer a minha chefe falar, e já deu a palavra pro advogado da outra parte (que deve falar sempre DEPOIS do advogado da parte autora, no caso, minha chefe). Ele já foi justificando o porquê de a cliente dele não deixá-lo ver o filho, que fulano fumava na casa dele e a criança tinha bronquite asmática, aí o juiz já foi dando xingão no coitado do cara, sempre se reportando a ele, e nunca à advogada (advogados são contratados porque ninguém pode ir a juízo em causa própria, tanto que quem faz as perguntas e conversa com o juiz representando as partes é APENAS o advogado). Várias vezes a minha chefe tentou falar e argumentar. E ele nunca a deixava falar. No entanto quando o advogado da outra parte começava, ele sempre o deixava explicar as razões da cliente dele tranqüilamente. Então, o advogado da mãe da criança mencionou que iria entrar com uma nova ação pra aumentar o valor da pensão alimentícia... E o advogado simplesmente disse que dava pra resolver tudo nessa audiência, e começou a pressionar o cliente (sem NUNCA deixar a advogada falar) a pagar uma pensão mais alta... Sendo que isso nem estava sendo discutido nesse processo!! Aí, como a mania das pessoas é pagar pra não se incomodar, o coitado do cara aceitou a pressão do juiz, mesmo que a minha chefe tenha dito que não era pra ele se submeter, e tudo isso pra não deixar a mulher entrar com uma nova ação. Detalhe: o juiz teve a arrogância de dizer que cem reais a mais por mês não era tanto dinheiro pra ele pagar ao filho... Claro, cem reais, para quem ganha 15 mil, como ele, deve ser TROCO mesmo! Se referiu ao relacionamento da mãe com a criança como o "de um gambazinho com a sua mãe", usando esses exatos termos, julgou que o nosso cliente poderia pagar pensão maior apenas pelas roupas que ele usava e pelo fato de ele ter contratado uma advogada particular pra representá-lo (sendo que os honorários serão uma merreca)...
E eu, que quase nem sou esquentada e fico FULA com injustiças, só faltava dar PULOS na cadeira!

Disso, tiro apenas uma conclusão positiva... Defender a causa do cliente independente dos meus pré-conceitos está se mostrando mais fácil do que eu imaginava...

Preciso aprender, como a minha chefe, a me manter calma e com foco em situações como essas, pois vou me deparar com muitos outros profissionais prepotentes e sem respeito, como essas duas criaturas de hoje.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nada a declarar ultimamente

Aos poucos minha rotina metropolita está tomando forma... No emprego, tudo na mais perfeita paz, e continuo aguardando a expedição da carteira da OAB pra poder efetivamente advogar. Preciso me acostumar a ser chamada de doutora... Não é fácil!

O que ainda não consegui manejar foi o meu final de semana, aproveitar melhor o tempo, e a saudade de casa. Essa última parte eu sei que toma mais tempo, ainda mais porque eu fico às vezes um mês sem visitar ninguém. 

Então, até alguma nova grande notícia, talvez isso aqui fique meio abandonado... Ando mais pelo twitter mesmo, que aliás, é uma grande sacada!

Bjofui!