Resolvi reviver o blog. Ele foi uma boa válvula de escape pra um período delicado da minha vida, mas como se tornou apenas mais um foco de muitas reclamações, deixei ele de lado. Nem eu aguentava mais tanta choradeira e reclamação...
Descobri mais tarde que na verdade, eu enfrentava uma depressão das brabas. Eu já suspeitava, mas ia seguindo a vida como podia. Até porque queria fazer terapia, mas não tinha condições financeiras pra isso e nem conheci um profissional de confiança pra poder começar.
Desde a época em que abandonei o blog, muitas coisas mudaram. Casei, conheci e adotei o espiritismo como filosofia de vida, troquei inúmeras vezes de emprego... Mas cresci e evoluí muito, emocionalmente e profissionalmente também. Na verdade, uma coisa decorreu da outra. Afinal, não é possível uma pessoa que não acredita em si mesma e que chora todos os dias pelos cantos se tornar uma boa profissional. E é aí que entra o motivo do meu retorno à escrita virtual...
Não quero fazer desse um blog sobre espiritismo. Nem sobre a advocacia, apesar de que, obviamente, ela será um tópico constante. Nem sobre experiência em relacionamentos. É um lugar onde quero tentar colocar minhas idéias no lugar, pra um dia olhar pra trás, ler tudo o que escrevi e ver o quanto a vida evolui. Não li as postagens antigas antes de escrever esse post, talvez resolva até deletá-las, mas certamente já verei a diferença no pensamento de antes.
Por enquanto, o que posso trazer pra esse post de reinício, é a conclusão a que cheguei de que nada na vida segue o rumo certo sem uma boa estrutura emocional. Você pode querer ser uma pessoa boa, mas enquanto não colocar isso em prática, não colocar essa bondade em tudo o que fizer, pagará o preço por essa atitude. E o maior e talvez mais verdadeiro dos clichês (a minha vida vem seguindo cheia deles) é que antes de mudar o mundo, deve-se mudar a si mesmo.
Aos poucos, se meus planos de seguir com o blog derem certo, pretendo escrever coisas que demonstrem esse estilo de vida que adotei, mais do que frases prontas de qualquer livro de auto-ajuda. Acredito que a experiência ensina muito mais do que livros, e exemplos movem mais do que palavras (mais um clichê).
No mais, preciso dizer que a vida anda boa. Muito boa, aliás. Não enriqueci, não passei em nenhum concurso - ainda - mas descobri que tenho tudo o que preciso para ser feliz. O fato de passar a acreditar que a morte não é o fim, ajudou muito nessa descoberta.
Fico por aqui nesse dia delicioso de primavera, torcendo pra que consiga colocar minhas ricas idéias no papel. Ou na tela do pc...
Filhos do Eden: Herdeiros de Atlântida
3 meses atrás